sexta-feira, 25 de março de 2011

Meu coração.


Estava ele solitário no banco da praça, era uma outra Quarta feira chuvosa com muitas pessoas passando. Pingos d´água, nuvem, movimento,cheguei sorrateitamente como destino, sem que deixasse-o perceber sentei ao seu lado como quem não quer nada e coloquei a mão sobre seus ombros,estes cansados com o peso do mundo nas costas. E então consegui sentir um desespero natural, aceitável e sincero de querer ser feliz, feliz de duas formas,aquela utópica e aquela dentro da zona de conforto...mas ele não tinha,não possuia, não tiverá alcançado. E entre sombras finas no concreto, entre meio tempo de passadas pela calçada, a guia, a sarjeta e o asfalto, mais uma de suas lágrimas caia em coro com as gotas da chuva,fazendo harmoniosamento a melodia melancólica daquele fim de tarde.E junto disso a nostalgia dos erros do passado, as escolhas efetuadas, as pessoas disperdiçadas em meio aos anos de glória e de cores, hoje opacas. E já não era uma desesperança sintomática e ilusória, e sim uma elencada ponto a ponto dentro de seus erros e desilusões.
E ele tentou levantar-se mais uma vez, começar de novo locomovendo-se até a banca e comprando mais um de seus jornais, mas não podia,  pois suas pernas estavam cansadas como seus olhos, elas choravam e gritavam em união a protesto a todo o corpo,não querendo mais caminhar por ali ou por qualquer outro lugar da galáxia que fosse.
Cada hora percorrida era então um ano disperdiçado em sua mente, uma oportunidade falha colecionada ao lado dos lps e fitas cassetes que também ficaram para trás, estes ainda reaproveitados em algum movél sustentavel. Foi quando  olhei pro lado e já não mais o vi, evanesceu... fiquei ali, tentando organizar as idéias e os conselhos que iam sair de minha boca mas não sairam, ..."não se preocupe, as coisas vão melhorar, como eu sei? eu só você daqui a alguns anos"
Sai pelo caminho que chegará, entre arvores molhadas e arbustos cambaleantes de um verde esmeralda sem fim, cantarolando uma música boba e brincando com os cachorros na rua, sem aflições ou preocupações, singularmente acenando um breve adeus ao alguém que já não estava sentado no banco : meu coração.

2 comentários:

Marcelo disse...

Fecho os olhos e consigo me ver no banco da vida, em segundos faço uma retrospectiva e nela vejo o momento em que você entra na minha vida. Momento esse que por mais que o tempo passe e por mais que eu tente não passará. Esse irá ficar e fará com que me lembre o momento exato. De onde eu estava pude observar você, um menino perdido no meio de tantas pessoas, olhando de um lado para outro sem saber ao certo o por que de estar ali. Tive a iniciativa de chegar perto, de querer saber de alguma forma quem erás, o brilho do seu olhar no meio de tantos me ipinotizava, e eu sem saber ao certo o que estava acontecendo deixei-me levar por esse sentimento que brotava sem eu mesmo entender. Nada pudi fazer a não ser tentar um contato, eu não estava só, tinha acabado de sofrer um golpe da vida, me sentia fragilizado, com medo, iseguro, perdi o sentido e fiquei por horas te olhando, observando você no seu jeans e camiseta escura, segurando um copo com uma bebida qualquer. O destino outra vez me prega uma peça, o sentimento foi tão forte naquele instante que passei o restante da noite guiado pelo brilho irradiante do seus olhos, e como num piscar de olhos a noite se finda e percebi que o meu momento mágico tinha acabado, aquele brilho irradiante já sumia por entre os raios solares que apareciam com o nascer do sol, me perdi entre uma pessoa e outra e quando dei por mim já não o via mais. Hoje talvéz nesse mesmo banco da vida posso me sentar e nele refletir o por que de tudo isso e acreditar que um dia ianda estaremos juntos para relembrar esse momento que fez e fará parte da minha vida....


Marcelo Viola

Anônimo disse...

as coisas melhoram xuxu! sempre!
te amo!

Jana